sábado, 25 de junho de 2011
Um Quarto Vago
Esperei você chegar. Esperei você ir. Chegada e partida, uma tão rápida quanto a outra. Quando eu vi o que antes era lindo, se foi.
Eu me fui também. Assim como em muitas vezes eu vim. Dessa vez me fui. Me fui não quero voltar. Não quero voltar para mim. Não quero voltar para você.
Quero o branco total. Quero ver nada quando estiver de olhos aberto. Já fiquei cega por minha culpa. Ja fui cega por tua culpa. E agora, nada quero ver. Nem você.
Teu mundo é para mim. O meu jamais o pertencerá. E agora só quero o meu mundo. Onde você não quer, não sabe e não pode estar. Tranquei minhas portas e janelas, vou esquecer.
Esquecerei a brecha que abri. Abri de bobagem e de bobeira deixei que você visse essa fresta. Por ela você viu que estava tudo tão vago e cheio de poeira. Mas para que faxinar um cômodo que não irá usar.
Se vá. Deixei-me na alcova que criei para mim. Nela criei o conforte que me fizeste perder. Deixa-me. Quero procurar novamente o que perdi. Deixa-me encontrar o conforto da minha solidão.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Me amor eu invento para me distrair
Me esforço pra sair da inércia sentimental. Mas, sei lá. É meio estranho procurar e nunca ser encontrado por ninguém. Algo meio contraditório. Já sonhei até acordada com o dia da "felicidade". Mas cadê que o responsável por ela aparece. Já sei! Você pensa: "somos os responsáveis pela nossa própria felicidade". Ainda estou pra ver alguém conseguir ser feliz sozinho! É nada. O ser humano é muito sociável. Aqui eu posso falar, afinal o espaço é meu. Estou louca pelo meu menino!
Ele precisa aparecer. Quem sabe me olhar e me ver. Ahh meus queridos leitores fantasmas, você devem estar achando que sou mais uma adolescente lunática com um amor platônico qualquer. Faz-se valer a informação que tenho vinte e poucos e que o amor platônico foi o único que encontrei pra sentir. "Tava" muito chato e triste não sentir nada.
Já reparou que quando não sentimos nada, perdemos o foco dos nossos dias. E que quando sentimos alguma coisa fica fácil guardar na memória qualquer momento. E quão maravilhoso é quando sabemos ao menos uma notícia dessa pessoa. Não pensem de forma alguma em um amor "à lá adolescência", tipo pelo carinha mais velho, ou pelo vizinho que é casado. Isso séria clichê demais. Muito mesmo. E depois ainda seria uma pessoa muito próxima. O amor platônico é mais forte quando a pessoa é de longe. Sim ghost readers, ele é de longe, ele é impossível, ele é tudo. Ele é a multi-peça do tetris que quando chega resolve o jogo. A peça que nunca aparece. E quando aparece ficamos tão nervosos em acertar que erramos na nossa estratégia de vitória.
Por isso ele é platônico.
Olha como sou esperançosa, começo falando de solidão e acabo no amor.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Vi que muitas coisas se passaram e eu nem sequer notei
E sinceramente eu não me importo, já passou mesmo
Também não faço a mínima questão que voltem
E se voltarem não me esforçarei para revivê-las de modo diferente.
Deixei pra lá a tal da felicidade e do bem-estar comigo mesma
Nunca conheci coisas similares e vivi até hoje
Continuarei então, a sobreviver até o fim
No final de tudo, o que levamos pra nós?
Nada. Nós nunca levamos nada.
E se bobear nem a escolha de pó ou cinzas teremos.
A escolha é de quem fica. A herança da lembrança também.
Sou egoísta. Admito. Desisti de mim mesma.
Art do post: Leaving by toinjoints
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Je suis une fleur?
et vois que el temps passe trop lent
Les nuages sont mortes, gris
Le hiver arrive dans mon coeur
Je ne sais pas qui suis moi
Peut-être suis une fleur détaché dans jardin
Ou seulement un épine seul
Je sais que pouvois être tout
La douleur ne ferme pas plus ma bouche
Je parle, crie, crache tout mon pensées
Ça m’est égal le monde
Je découve dans moi une folle
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Eu sou meu espelho
domingo, 29 de novembro de 2009
Em pátria estrangeira
O pião que nunca mais girou
São lembranças da infância
Que o avião levou
Longe da minha terra
Penso em tudo o que lá ficou
Tem família, tem amigos
E a mulher que me amou
Neste chão estrangeiro
Não sei o que dizer
O que falo não entende
Estou em desespero
Preso pelos deveres da pátria
Daqui não me posso ir,
Entre granadas e canhões
Hinos do país e velhas canções
Só me resta uma saída
A de dormir e sonhar
Sonhar com a casa que deixei
E com quem lá está
sábado, 22 de agosto de 2009
Amor de porta-retrato
E as emoções que senti
Me faz viajar um bocado
Os amores que já vivi
A estampa dos olhos que amei
Sei que estão ali
Atenho-me ao momento que fotografei
Aquela menina de vista eu perdi
O riso conservado
Fica na cama, ao lado
Sempre que desperto
- Bom dia! Diz-me o olhar vidrado
O retrato ali portado
É velho e o momento é passado
Saudade dessa senhora
Que não está mais ao meu lado
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O sonhar do sono
que sonha em sonhar
um lugar mais alto
lá não está...
quem sabe onde está?
na pétala da flor?
na luz do luar...
ou no fundo mar?
Lugar escuro e calmo
uma surda imensidão
uma sereia na lupa
uma vontade na mão
O sono que mergulha
sempre em busca de sonhar
vê na calma e mansidão
um lugar para estar
domingo, 16 de agosto de 2009
Outros Ares
Os ponteiros do relógio que antes eram vulto nos meus olhos
Agora passam, muito mais devagar
Ficam horas parados!
No mesmo lugar...
A janela que antes me mostrava a rua
Me revela ruína e a dor de estar na calçada
Meus olhos fechados, já não vêem mais
Talvez seja a mudança dos meus horizontes
Mais curtos ou amplos, ainda não sei
Meus olhos agora querem o além
É ao invés de estar por cima,
Anseio conhecer o que está submerso
domingo, 19 de julho de 2009
O Soneto sem Compasso
Faz errar o passo. O que faço?
Do mundo, me desnudo
Grito e ninguém ouve, mudo
A gritaria oriunda dos pensamentos
Tormentos na mente que mente
Que engana que afana a realidade
Faz surgir ilusões, ainda que pela metade
Na humildade de não ser ,
Um distinto ser
Deixo viver, quem vier
Deixo chamar , quem quer estar
Na ciranda de emoções
Coração,uma toca de leões
Sentimentos soltos ao léu
Boca e palavras de fel
Do amargo da existência
Solidão da onisciência
Passos apertados
Movimentos encurralados
Quer agora romper correntes
O sangue quente, sente
Que ali há vida que sobrevive
Sorte! Levantar-se e escapar da morte
terça-feira, 14 de julho de 2009
O tempo do momento
O tempo do banho, da refeição
Pode ser o tempo do padre e seu sermão
Do poeta, da sua pena e papel na mão
Curto, intenso e cheio de imaginação
Solidão que outrora conforta
Hoje caminha junto a um escorpião
Que entra devagar pela porta
Curioso, intenso, buscando tradução
Papo avulso e descobertas
Que não faz esse menino?
Passa o dia tentando entrar
Forçando portas, pouco alerta
As feridas não estão mais abertas
É verdade, o tempo cura
Agora, é deixar os dias passarem
E viver noites de loucura
sexta-feira, 10 de julho de 2009
A verdade da caminhada
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Filho da Sociedade dos Poetas Mortos
Corriam no breu
Entrando na caverna ás escuras
Argumentavam
Ali, Nuwanda nasceu
** Este foi foi originado do post:
http://sharreldevaneios.blogspot.com/2009/06/fui-floresta-porque-queria-viver.html
*** Momento do Jabá:
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Cata o teu sonho
Tem aquele que se esquece
O sentido da vida,
Cego, não vê o chão
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Perdida em lugar nenhum
E fico assim perdida
Pés na terra batida
Tenho direito!
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Saudade
Montei nas asas da saudade
Voei muito alto e para muito longe
Embora ainda esteja no mesmo lugar
Só que mais distante de você
Desde sempre foi assim
Procurando em cada canto
Fiz tanto que me perdi
Mas encontrei a saudade
Logo de ti
Que me fez respirar
E o fez, sem nenhum esforço
Esse tempo foi
É muito importante
Na minha lembrança
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sonhar a própria essência
Claro, eu poderia mudar. Contudo, minha essência ficaria para trás. Aquilo que me faz sentir diferente de qualquer outro. O que me difere, o ritmo raro da música da minha vida ficaria no sótão do meu ser. Eu não quero isso.
Mas, deixar de sonhá-los, jamais.
Ouço muitas pessoas falarem sobre si mesmas. Dizem já ter feito centenas de auto- análises. Mas nenhumas delas sentiram o próprio interior. Não sentiram quem realmente eram. Não viram as próprias peculiaridades. Aquelas que só o nosso microscópio interior é capaz de ver.
Sei que é impossível alcançar a plenitude. Longe de mim querer ser um novo profeta deste século. E registro aqui, que a metade das loucuras que sonho, não são para serem realizadas. São apenas para serem sonhadas e fazerem com que meu coração bata cada vez mais forte e mais acelerado.
Deixar de sonhá-las, jamais.
Acordo todas as manhãs e vivo um dia cheio. Cheio de tudo. E dentre todos os acontecimentos, parar e lembro-me dos meus sonhos impossíveis. Sinto a textura, vejo a cor e os respiro a cada instante. Oxigeno meus pulmões com suas substâncias lúdicas e sonho que um dia podem ser reais.
Deixar de sonhá-los? Jamais.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A trilha sonora da vida
Todos temos uma trilha sonora para a nossa vida. Igual as trilhas de novela, cada faixa do cd, correspondendo a determinado personagem. Quantos cd´s de música você já possui na estante da sua vida?
Minha mãe sempre me fala que quando eu nasci estava tocando “Como Eu Quero” do Kid Abelha. Quando eu era criança, minha trilha era toda as músicas da Cindy Lauper, sabe-se lá por que aquelas músicas alegravam a minha existência vespertina depois da escola. Na adolescência, que diga-se de passagem, um tanto rebelde, as músicas que saíam dos fones do meu walkman Aiwa (nossa, quanto tempo!),m eram do Guns, Legião Urbana e Vanessa Mae.
Conforme a vida foi passando e pessoas e momentos passaram junto, fui conhecendo outros ritmos, batidas e vozes que mexiam comigo. Hoje, quando ouço essas músicas que fizeram parte do meu passado, mas que ainda estão na bagagem do meu presente rumo ao futuro, vejo, atrelada a tantas outras coisas, que ajudaram a me tornar o que sou hoje. Se sou uma boa ou má pessoa? Não sei. Mas sou eu o que hoje em dia é muito difícil.
“ Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile
And I'll gamble away my fright
And I'll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes “
*A música chama-se Nantes. A letra e informações sobre o autor se encontram no final do post.
Entretanto, o que mais chama a minha atenção é: ao escutar uma música, ter Déjà Vu das coisas que jamais aconteceram. Nantes do Beirut, é uma música que me traz essa curiosa sensação. Sempre que a ouço, sinto saudade de algo que nunca se realizou. Pelo menos, não quando eu estava de olhos abertos.
Nantes é uma composição de Zach Condon, líder da banda Beirut.Se você quiser conhecer é só ir neste blog “lado-e” que eles disponibilizam quase todos os cd’s da banda.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Uma palavra nova: solitude
Sempre aprendi na faculdade que quanto maior a interação entre os indivíduos mais comunicação é gerada. E dentre tantas interações acrescentei uma palavra nova no meu dicionário – solitude.
Na hora este verbete me foi definido como: “a capacidade de se estar só, mas mesmo assim bastar a si mesmo”. Nem preciso dizer que quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi catar a bendita palavra no meu dicionário. Na minha procura toda hora me vinha à cabeça “estou sozinha sim, mas com solitude”, longe de mim descordar do sentimento de outrem sobre si mesmo. Eis que na minha caça à nova palavra vi que era sinônimo de solidão.
Solitude, solidão...
Agora vamos pensar, desde quando solidão é uma coisa boa. Então deixei o significado real da palavra para escanteio e pensei na definição que me deram. E aí veio mais uma parte da conversa na minha mente: “eu não preciso de ninguém, tenho solitude”. Sim, é uma coisa confusa e nada poética quando se sabe o real significado da palavra. Deixo claro, antes de concluir meu texto, que esse papo de universitárias divagando sobre seus sentimentos entre uma aula e outra é complicado de entender mesmo.
Quando fui argumentar, até a evolução de Darwin entrou no nosso papo. “As girafas tem seus pescoços maiores hoje do que foram algum dia. Isso aconteceu pela teoria da evolução, elas se adaptaram ao ambiente hostil em que viviam, você sabia disso?”. Pode parecer engraçado para quem está lendo, mas imaginem ouvir uma coisa dessas quando o assunto é do campo emocional! Imediatamente pensei: “não serei como as girafas, não vou modificar nada em mim simplesmente por que vivo em um ambiente hostil”. A conversa durou horas, e nela também pude perceber que o brilho no olhar de quem falava ia mudando (pra pior). Cada vez que era repetido: “tenho solitude” – o olhar ficava mais, como posso dizer, ranzinza.
E foi por essa percepção que decidi que não quero ter a tal de solitude com seu alter-significado. Se as girafas decidiram se modificar fisicamente, ótimo para elas. Prefiro escolher a solidão para mim. Não importa até quando vá a sua validade. Se eu, simples homo sapiens tenho validade, a solidão que é sentida por mim também terá! E, enquanto a vida útil dela durar, vou curtindo cada sensação por ela proporcionada, é só o que resta mesmo.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Paixão em palavras
Hoje, conversando por e-mail com um amigo muito querido, me foi feita a seguinte pergunta: “O que é estar apaixonada pra você?”.
Pronto! A minha ferida ficou exposta. De imediato, tirei meu time de campo. Não consegui resolver este difícil cálculo da minha matemática emocional. E confesso, não me esforcei para resolvê-lo, pois vivo com a paranóia: quanto menos falar sobre mim, menos conheceram a minha linha de raciocínio”.
Na minha ânsia de obter alguma resposta, devolvi a pergunta. E, sem nenhum problema me foi respondido: “é esquecer de si mesmo, se preocupar em fazer a outra pessoa mais feliz do que eu mesmo, é sentir a alegria e a dor quando ela sentir, é nos tornarmos uma só pessoa... etc”. Pasma, contra-ataquei: “Isso não é paixão é amor”. E cinco minutos depois, veio a resposta “amor que não tenha paixão, não é amor, nem paixão sem amor não é paixão !!!”.
Depois disso, pasma e sem a definição d a minha própria resposta decidi ir à faculdade. Fui e voltei de minha rotina acadêmica fazendo uma auto-análise do que seria estar apaixonada. Não que eu nunca tivesse me apaixonado por ninguém. Já me apaixonei. Mas, nunca pensei em descrever o que era estar nessa situação.
Depois de horas com meus neurônios em ebulição e sem nenhuma resposta concreta desisti de pensar. Nessa hora, me veio à mente que estava racionalizando demais uma questão puramente passional. Mudei de caminho. Parei de pensar. Apenas senti. Não, não descobri a resposta. Portanto, não tenho como escrevê-la aqui. Se é que há uma resposta certa.
Contudo, posso descrever o que senti e todas as minhas sensações. Foram vários sorrisos inconscientes, um coração batendo acelerado. Uma incrível vontade de estar junto e muitas preocupações com o bem-estar, e como e onde a pessoa estaria naquele momento. Articulei e imaginei, várias maneiras de fazê-lo feliz, de conquistá-lo e de estar perto dele.
Assim, passaram-se alguns minutos, até que entrando na minha realidade novamente, pude concluir que a paixão não é algo tão bom assim. Ela também é capaz de nos trazer tristeza. Pois, foi isso que senti quando pensei que não era eu a pessoa que ele desejava que estivesse ao seu lado.








