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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Perdida em lugar nenhum

Sinto que não sou daqui
Na verdade não sou de lugar nenhum
Lugar algum me acolheu
Nunca senti
Que apenas um,
Um pedacinho desse mundo
Fosse meu

E fico assim perdida
Perdida e sem prece
Pois não tem nada
Pelo menos por aqui,
Nada que me apresse

Pés na terra batida
Caminho
Curo minha ferida
Continuo andando
Sempre pensando
Que poderia ser diferente
Sim, diferente
Por que sei que sou gente

Tenho direito!
Meu lugar?
Não sei onde está...
E no dia que encontrar,
Saberei, finalmente
Saberei onde me achar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Paixão em palavras


Hoje, conversando por e-mail com um amigo muito querido, me foi feita a seguinte pergunta: “O que é estar apaixonada pra você?”.

Pronto! A minha ferida ficou exposta. De imediato, tirei meu time de campo. Não consegui resolver este difícil cálculo da minha matemática emocional. E confesso, não me esforcei para resolvê-lo, pois vivo com a paranóia: quanto menos falar sobre mim, menos conheceram a minha linha de raciocínio”.

Na minha ânsia de obter alguma resposta, devolvi a pergunta. E, sem nenhum problema me foi respondido: “é esquecer de si mesmo, se preocupar em fazer a outra pessoa mais feliz do que eu mesmo, é sentir a alegria e a dor quando ela sentir, é nos tornarmos uma só pessoa... etc”. Pasma, contra-ataquei: “Isso não é paixão é amor”. E cinco minutos depois, veio a resposta “amor que não tenha paixão, não é amor, nem paixão sem amor não é paixão !!!”.

Depois disso, pasma e sem a definição d a minha própria resposta decidi ir à faculdade. Fui e voltei de minha rotina acadêmica fazendo uma auto-análise do que seria estar apaixonada. Não que eu nunca tivesse me apaixonado por ninguém. Já me apaixonei. Mas, nunca pensei em descrever o que era estar nessa situação.

Depois de horas com meus neurônios em ebulição e sem nenhuma resposta concreta desisti de pensar. Nessa hora, me veio à mente que estava racionalizando demais uma questão puramente passional. Mudei de caminho. Parei de pensar. Apenas senti. Não, não descobri a resposta. Portanto, não tenho como escrevê-la aqui. Se é que há uma resposta certa.

Contudo, posso descrever o que senti e todas as minhas sensações. Foram vários sorrisos inconscientes, um coração batendo acelerado. Uma incrível vontade de estar junto e muitas preocupações com o bem-estar, e como e onde a pessoa estaria naquele momento. Articulei e imaginei, várias maneiras de fazê-lo feliz, de conquistá-lo e de estar perto dele.

Assim, passaram-se alguns minutos, até que entrando na minha realidade novamente, pude concluir que a paixão não é algo tão bom assim. Ela também é capaz de nos trazer tristeza. Pois, foi isso que senti quando pensei que não era eu a pessoa que ele desejava que estivesse ao seu lado.