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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Je suis une fleur?

Quelquefois je regarde le ciel
et vois que el temps passe trop lent
Les nuages sont mortes, gris
Le hiver arrive dans mon coeur

Je ne sais pas qui suis moi
Peut-être suis une fleur détaché dans jardin
Ou seulement un épine seul
Je sais que pouvois être tout

La douleur ne ferme pas plus ma bouche
Je parle, crie, crache tout mon pensées
Ça m’est égal le monde
Je découve dans moi une folle


Ilustração: Hapinness by toinjoints

sábado, 22 de agosto de 2009

Amor de porta-retrato

O porta-retrato, traz o passado
E as emoções que senti
Me faz viajar um bocado
Os amores que já vivi

A estampa dos olhos que amei
Sei que estão ali
Atenho-me ao momento que fotografei
Aquela menina de vista eu perdi

O riso conservado
Fica na cama, ao lado
Sempre que desperto
- Bom dia! Diz-me o olhar vidrado

O retrato ali portado
É velho e o momento é passado
Saudade dessa senhora
Que não está mais ao meu lado

Ilustração do post: estygia

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A verdade da caminhada

Sobre tudo a minha volta
Descobri que não importa
O número da porta que eu vá entrar
Pois, o que me incomoda
Não encontro aqui fora...

Mas, sinto que depois da porta
De uma vida sem paredes
Cheias de janelas
Onde posso ter
O aroma que quiser

Há lá dentro um jardim
Mil flores exalando
Jogando no ar o aroma
Que habita em mim

Esses diversos cheiros
Jogados como plumas ao ar
Deixam claro que
Sou como pássaro
Decido na hora onde vou pousar

Não importa a pena, a pétala ou a flor
Desse mundo, sei que sou aprendiz
Andarei muito sob sol, calor
E conseguirei com muita coragem, ardiz




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Filho da Sociedade dos Poetas Mortos

Foi na infância que o conheci
Ele tinha sagacidade e sonhos
Lutava pela liberdade e
Muito mais pelos amigos

Corriam no breu
Na neblina camuflavam,
O coração disparado
Pelo amor a poesia

Entrando na caverna ás escuras
Com o restante da sociedade
Que por um professor
Todos fizeram parte

Argumentavam
Junto as paredes de pedra,
Sonhavam...
Poemas declamavam

Ali, Nuwanda nasceu
A prosa da juventude conheceu
A essência sugada
E sua vida dentro de nós eternizada.

* Para quem não sabe:
Nuwanda foi um personagem do filme A Sociedade dos Poetas Mortos.
O poema declamado pelo personagem é de Henry David Thoreau.

** Este foi foi originado do post:
http://sharreldevaneios.blogspot.com/2009/06/fui-floresta-porque-queria-viver.html

*** Momento do Jabá:
Cerda de 1 mês atrás apresentei esse filme a um amigo que adorou.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A trilha sonora da vida

Todos temos uma trilha sonora para a nossa vida. Igual as trilhas de novela, cada faixa do cd, correspondendo a determinado personagem. Quantos cd´s de música você já possui na estante da sua vida?

Minha mãe sempre me fala que quando eu nasci estava tocando “Como Eu Quero” do Kid Abelha. Quando eu era criança, minha trilha era toda as músicas da Cindy Lauper, sabe-se lá por que aquelas músicas alegravam a minha existência vespertina depois da escola. Na adolescência, que diga-se de passagem, um tanto rebelde, as músicas que saíam dos fones do meu walkman Aiwa (nossa, quanto tempo!),m eram do Guns, Legião Urbana e Vanessa Mae.

Conforme a vida foi passando e pessoas e momentos passaram junto, fui conhecendo outros ritmos, batidas e vozes que mexiam comigo. Hoje, quando ouço essas músicas que fizeram parte do meu passado, mas que ainda estão na bagagem do meu presente rumo ao futuro, vejo, atrelada a tantas outras coisas, que ajudaram a me tornar o que sou hoje. Se sou uma boa ou má pessoa? Não sei. Mas sou eu o que hoje em dia é muito difícil.

“ Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile
And I'll gamble away my fright
And I'll gamble away my time
And in a year, a year or so
This will slip into the sea
Well it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile

Nobody raise your voices
Just another night in Nantes
Nobody raise your voices
Just another night in Nantes “

*A música chama-se Nantes. A letra e informações sobre o autor se encontram no final do post.


Entretanto, o que mais chama a minha atenção é: ao escutar uma música, ter Déjà Vu das coisas que jamais aconteceram. Nantes do Beirut, é uma música que me traz essa curiosa sensação. Sempre que a ouço, sinto saudade de algo que nunca se realizou. Pelo menos, não quando eu estava de olhos abertos.

Nantes é uma composição de Zach Condon, líder da banda Beirut.Se você quiser conhecer é só ir neste blog “lado-e” que eles disponibilizam quase todos os cd’s da banda.



sexta-feira, 5 de junho de 2009

Uma palavra nova: solitude

Sempre aprendi na faculdade que quanto maior a interação entre os indivíduos mais comunicação é gerada. E dentre tantas interações acrescentei uma palavra nova no meu dicionário – solitude.

Na hora este verbete me foi definido como: “a capacidade de se estar só, mas mesmo assim bastar a si mesmo”. Nem preciso dizer que quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi catar a bendita palavra no meu dicionário. Na minha procura toda hora me vinha à cabeça “estou sozinha sim, mas com solitude”, longe de mim descordar do sentimento de outrem sobre si mesmo. Eis que na minha caça à nova palavra vi que era sinônimo de solidão.

Solitude, solidão...

Agora vamos pensar, desde quando solidão é uma coisa boa. Então deixei o significado real da palavra para escanteio e pensei na definição que me deram. E aí veio mais uma parte da conversa na minha mente: “eu não preciso de ninguém, tenho solitude”. Sim, é uma coisa confusa e nada poética quando se sabe o real significado da palavra. Deixo claro, antes de concluir meu texto, que esse papo de universitárias divagando sobre seus sentimentos entre uma aula e outra é complicado de entender mesmo.

Quando fui argumentar, até a evolução de Darwin entrou no nosso papo. “As girafas tem seus pescoços maiores hoje do que foram algum dia. Isso aconteceu pela teoria da evolução, elas se adaptaram ao ambiente hostil em que viviam, você sabia disso?”. Pode parecer engraçado para quem está lendo, mas imaginem ouvir uma coisa dessas quando o assunto é do campo emocional! Imediatamente pensei: “não serei como as girafas, não vou modificar nada em mim simplesmente por que vivo em um ambiente hostil”. A conversa durou horas, e nela também pude perceber que o brilho no olhar de quem falava ia mudando (pra pior). Cada vez que era repetido: “tenho solitude” – o olhar ficava mais, como posso dizer, ranzinza.

E foi por essa percepção que decidi que não quero ter a tal de solitude com seu alter-significado. Se as girafas decidiram se modificar fisicamente, ótimo para elas. Prefiro escolher a solidão para mim. Não importa até quando vá a sua validade. Se eu, simples homo sapiens tenho validade, a solidão que é sentida por mim também terá! E, enquanto a vida útil dela durar, vou curtindo cada sensação por ela proporcionada, é só o que resta mesmo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Paixão em palavras


Hoje, conversando por e-mail com um amigo muito querido, me foi feita a seguinte pergunta: “O que é estar apaixonada pra você?”.

Pronto! A minha ferida ficou exposta. De imediato, tirei meu time de campo. Não consegui resolver este difícil cálculo da minha matemática emocional. E confesso, não me esforcei para resolvê-lo, pois vivo com a paranóia: quanto menos falar sobre mim, menos conheceram a minha linha de raciocínio”.

Na minha ânsia de obter alguma resposta, devolvi a pergunta. E, sem nenhum problema me foi respondido: “é esquecer de si mesmo, se preocupar em fazer a outra pessoa mais feliz do que eu mesmo, é sentir a alegria e a dor quando ela sentir, é nos tornarmos uma só pessoa... etc”. Pasma, contra-ataquei: “Isso não é paixão é amor”. E cinco minutos depois, veio a resposta “amor que não tenha paixão, não é amor, nem paixão sem amor não é paixão !!!”.

Depois disso, pasma e sem a definição d a minha própria resposta decidi ir à faculdade. Fui e voltei de minha rotina acadêmica fazendo uma auto-análise do que seria estar apaixonada. Não que eu nunca tivesse me apaixonado por ninguém. Já me apaixonei. Mas, nunca pensei em descrever o que era estar nessa situação.

Depois de horas com meus neurônios em ebulição e sem nenhuma resposta concreta desisti de pensar. Nessa hora, me veio à mente que estava racionalizando demais uma questão puramente passional. Mudei de caminho. Parei de pensar. Apenas senti. Não, não descobri a resposta. Portanto, não tenho como escrevê-la aqui. Se é que há uma resposta certa.

Contudo, posso descrever o que senti e todas as minhas sensações. Foram vários sorrisos inconscientes, um coração batendo acelerado. Uma incrível vontade de estar junto e muitas preocupações com o bem-estar, e como e onde a pessoa estaria naquele momento. Articulei e imaginei, várias maneiras de fazê-lo feliz, de conquistá-lo e de estar perto dele.

Assim, passaram-se alguns minutos, até que entrando na minha realidade novamente, pude concluir que a paixão não é algo tão bom assim. Ela também é capaz de nos trazer tristeza. Pois, foi isso que senti quando pensei que não era eu a pessoa que ele desejava que estivesse ao seu lado.