Abrindo as cortinas para olhar a janela da minha vida,
Vi que muitas coisas se passaram e eu nem sequer notei
E sinceramente eu não me importo, já passou mesmo
Também não faço a mínima questão que voltem
E se voltarem não me esforçarei para revivê-las de modo diferente.
Deixei pra lá a tal da felicidade e do bem-estar comigo mesma
Nunca conheci coisas similares e vivi até hoje
Continuarei então, a sobreviver até o fim
No final de tudo, o que levamos pra nós?
Nada. Nós nunca levamos nada.
E se bobear nem a escolha de pó ou cinzas teremos.
A escolha é de quem fica. A herança da lembrança também.
Sou egoísta. Admito. Desisti de mim mesma.
Art do post: Leaving by toinjoints
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
domingo, 29 de novembro de 2009
Em pátria estrangeira
A bola que na rede parou
O pião que nunca mais girou
São lembranças da infância
Que o avião levou
Longe da minha terra
Penso em tudo o que lá ficou
Tem família, tem amigos
E a mulher que me amou
Neste chão estrangeiro
Não sei o que dizer
O que falo não entende
Estou em desespero
Preso pelos deveres da pátria
Daqui não me posso ir,
Entre granadas e canhões
Hinos do país e velhas canções
Só me resta uma saída
A de dormir e sonhar
Sonhar com a casa que deixei
E com quem lá está
O pião que nunca mais girou
São lembranças da infância
Que o avião levou
Longe da minha terra
Penso em tudo o que lá ficou
Tem família, tem amigos
E a mulher que me amou
Neste chão estrangeiro
Não sei o que dizer
O que falo não entende
Estou em desespero
Preso pelos deveres da pátria
Daqui não me posso ir,
Entre granadas e canhões
Hinos do país e velhas canções
Só me resta uma saída
A de dormir e sonhar
Sonhar com a casa que deixei
E com quem lá está
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