terça-feira, 11 de maio de 2010
Me amor eu invento para me distrair
Me esforço pra sair da inércia sentimental. Mas, sei lá. É meio estranho procurar e nunca ser encontrado por ninguém. Algo meio contraditório. Já sonhei até acordada com o dia da "felicidade". Mas cadê que o responsável por ela aparece. Já sei! Você pensa: "somos os responsáveis pela nossa própria felicidade". Ainda estou pra ver alguém conseguir ser feliz sozinho! É nada. O ser humano é muito sociável. Aqui eu posso falar, afinal o espaço é meu. Estou louca pelo meu menino!
Ele precisa aparecer. Quem sabe me olhar e me ver. Ahh meus queridos leitores fantasmas, você devem estar achando que sou mais uma adolescente lunática com um amor platônico qualquer. Faz-se valer a informação que tenho vinte e poucos e que o amor platônico foi o único que encontrei pra sentir. "Tava" muito chato e triste não sentir nada.
Já reparou que quando não sentimos nada, perdemos o foco dos nossos dias. E que quando sentimos alguma coisa fica fácil guardar na memória qualquer momento. E quão maravilhoso é quando sabemos ao menos uma notícia dessa pessoa. Não pensem de forma alguma em um amor "à lá adolescência", tipo pelo carinha mais velho, ou pelo vizinho que é casado. Isso séria clichê demais. Muito mesmo. E depois ainda seria uma pessoa muito próxima. O amor platônico é mais forte quando a pessoa é de longe. Sim ghost readers, ele é de longe, ele é impossível, ele é tudo. Ele é a multi-peça do tetris que quando chega resolve o jogo. A peça que nunca aparece. E quando aparece ficamos tão nervosos em acertar que erramos na nossa estratégia de vitória.
Por isso ele é platônico.
Olha como sou esperançosa, começo falando de solidão e acabo no amor.
domingo, 29 de novembro de 2009
Em pátria estrangeira
O pião que nunca mais girou
São lembranças da infância
Que o avião levou
Longe da minha terra
Penso em tudo o que lá ficou
Tem família, tem amigos
E a mulher que me amou
Neste chão estrangeiro
Não sei o que dizer
O que falo não entende
Estou em desespero
Preso pelos deveres da pátria
Daqui não me posso ir,
Entre granadas e canhões
Hinos do país e velhas canções
Só me resta uma saída
A de dormir e sonhar
Sonhar com a casa que deixei
E com quem lá está
sábado, 22 de agosto de 2009
Amor de porta-retrato
E as emoções que senti
Me faz viajar um bocado
Os amores que já vivi
A estampa dos olhos que amei
Sei que estão ali
Atenho-me ao momento que fotografei
Aquela menina de vista eu perdi
O riso conservado
Fica na cama, ao lado
Sempre que desperto
- Bom dia! Diz-me o olhar vidrado
O retrato ali portado
É velho e o momento é passado
Saudade dessa senhora
Que não está mais ao meu lado
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Filho da Sociedade dos Poetas Mortos
Corriam no breu
Entrando na caverna ás escuras
Argumentavam
Ali, Nuwanda nasceu
** Este foi foi originado do post:
http://sharreldevaneios.blogspot.com/2009/06/fui-floresta-porque-queria-viver.html
*** Momento do Jabá:
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Saudade
Montei nas asas da saudade
Voei muito alto e para muito longe
Embora ainda esteja no mesmo lugar
Só que mais distante de você
Desde sempre foi assim
Procurando em cada canto
Fiz tanto que me perdi
Mas encontrei a saudade
Logo de ti
Que me fez respirar
E o fez, sem nenhum esforço
Esse tempo foi
É muito importante
Na minha lembrança
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sonhar a própria essência
Claro, eu poderia mudar. Contudo, minha essência ficaria para trás. Aquilo que me faz sentir diferente de qualquer outro. O que me difere, o ritmo raro da música da minha vida ficaria no sótão do meu ser. Eu não quero isso.
Mas, deixar de sonhá-los, jamais.
Ouço muitas pessoas falarem sobre si mesmas. Dizem já ter feito centenas de auto- análises. Mas nenhumas delas sentiram o próprio interior. Não sentiram quem realmente eram. Não viram as próprias peculiaridades. Aquelas que só o nosso microscópio interior é capaz de ver.
Sei que é impossível alcançar a plenitude. Longe de mim querer ser um novo profeta deste século. E registro aqui, que a metade das loucuras que sonho, não são para serem realizadas. São apenas para serem sonhadas e fazerem com que meu coração bata cada vez mais forte e mais acelerado.
Deixar de sonhá-las, jamais.
Acordo todas as manhãs e vivo um dia cheio. Cheio de tudo. E dentre todos os acontecimentos, parar e lembro-me dos meus sonhos impossíveis. Sinto a textura, vejo a cor e os respiro a cada instante. Oxigeno meus pulmões com suas substâncias lúdicas e sonho que um dia podem ser reais.
Deixar de sonhá-los? Jamais.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O lado do sim e o lado do não. Qual é o certo de se estar?
Numa de minhas conversas por e-mail, ouvi (aliás, li): “não posso acabar agora, a pessoa depende muito de mim! Ficará muito magoada, vê em mim um porto seguro!”
Agora penso com meus botões: que porto seguro é esse, que pelo teor da conversa, está afundando?
Descobri com essa conversa, que assim como iniciar algo, terminar também é complicado. Laços, estratégicos ou não, são difíceis de serem desatados. E quando o são, geram grandes reviravoltas na vida. Dessa história em particular, vi o começo, andei pelo intermediário e agora anseio por um final. Sei que não será feliz para um de seus protagonistas. O Manoel Carlos com certeza não escreveria um final desse para uma de suas novelas. Afinal, um dos personagens principais, e que nem sequer é o antagonista, sairá numa situação desvantajosa.
A vida é assim: o equilíbrio impera, você pode estar bem em um âmbito de sua vida. Mas um dentre tantos outros existentes, estará uma bosta. É assim que se vive. Equilíbrio é a chave. Temos que aceitar e ir mudando conforme a maré nos traz as situações do nosso cotidiano. Já ouviram o dito popular: azar no jogo, sorte no amor. Eu sou franca em dizer que em certas situações, prefiro ter sorte no jogo e azar no amor. Precisamos de muita coisa para sermos quase completos. Digo “quase”, por que ser totalmente completo é impossível, a menos que estejamos mortos. A morte é o final de tudo, é quando nada mais podemos aprender e nem ensinar. Pronto, completude.
Eu danço conforme a música. Procuro vivenciar todas as faces da moeda. Em situações parecidas, já tive a chance de estar do lado do sim e do lado do não. Com isso fui dominando certos instintos e deixando que se criassem muitos outros em mim. Por isso acordo com uma Cristina diferente a cada manhã, meus valores não mudam. Entretanto, tenho agora diversas formas de ver, sentir e experimentar uma situação. A escolha de como isso será feito, depende de mim.
sábado, 30 de maio de 2009
Novamente no início
Nem sei como começar este texto. Acho que todo o início (não importa do quê), seja assim, difícil, complicado. Sobram objetivos e faltam as estratégias para dar o primeiro passo. Também pudera, o primeiro passo é o que define todo o andamento de uma situação e define, também, na maioria das vezes, o seu final.
Já iniciei muitas coisas na minha vida. Posso dizer prontamente que mais da metade delas nunca foram necessárias para a minha sobrevivência. Mas quem disse que o ser humano não gosta de desafios e obstáculos?
Coisas que fazem nosso cérebro ferver são as nossas preferidas. Vamos não negue. Reflita antes de negar! E, é justamente neste ponto que quero chegar (Ufa! Foi difícil, entretanto conseguir chegar. Viram como o início é complicado!? E ainda dizem que tudo são flores...).
Tive sim, meus dias de paz. Claro, esses dias vieram, como posso dizer, depois de muita tempestade. Agora quero tempestade novamente! Cansei da rotina impecável. Meu coração cansou de ficar modorrento. Se eu tivesse como vender a minha vontade de ter alguém no mercado livre, no balcão, nos classificados do O Globo de domingo eu venderia, e por preço barato.
Gostaria de ter evoluído a ponto de me bastar. Mas não aconteceu. Consigo conviver comigo mesma, sou perfeita. Este é o problema. Preciso balançar. Preciso pensar em alguém, que não imagino o que está fazendo. Preciso desconfiar (nem que seja só um pouco). Preciso da troca, de conhecimento, de sentimento e de carinho.
Não, não é imaturidade. É necessidade humana. Ninguém sobrevive ao calor intenso, assim também como não resiste ao frio. Não se pode estar só, não todo o tempo. E o meu tempo de solidão acabou. Agora a necessidade é encontrar alguém com o mesmo marcapasso que eu.



