quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Eu sou meu espelho
domingo, 29 de novembro de 2009
Em pátria estrangeira
O pião que nunca mais girou
São lembranças da infância
Que o avião levou
Longe da minha terra
Penso em tudo o que lá ficou
Tem família, tem amigos
E a mulher que me amou
Neste chão estrangeiro
Não sei o que dizer
O que falo não entende
Estou em desespero
Preso pelos deveres da pátria
Daqui não me posso ir,
Entre granadas e canhões
Hinos do país e velhas canções
Só me resta uma saída
A de dormir e sonhar
Sonhar com a casa que deixei
E com quem lá está
domingo, 16 de agosto de 2009
Outros Ares
Os ponteiros do relógio que antes eram vulto nos meus olhos
Agora passam, muito mais devagar
Ficam horas parados!
No mesmo lugar...
A janela que antes me mostrava a rua
Me revela ruína e a dor de estar na calçada
Meus olhos fechados, já não vêem mais
Talvez seja a mudança dos meus horizontes
Mais curtos ou amplos, ainda não sei
Meus olhos agora querem o além
É ao invés de estar por cima,
Anseio conhecer o que está submerso
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Cata o teu sonho
Tem aquele que se esquece
O sentido da vida,
Cego, não vê o chão
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Perdida em lugar nenhum
E fico assim perdida
Pés na terra batida
Tenho direito!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Sonhar a própria essência
Claro, eu poderia mudar. Contudo, minha essência ficaria para trás. Aquilo que me faz sentir diferente de qualquer outro. O que me difere, o ritmo raro da música da minha vida ficaria no sótão do meu ser. Eu não quero isso.
Mas, deixar de sonhá-los, jamais.
Ouço muitas pessoas falarem sobre si mesmas. Dizem já ter feito centenas de auto- análises. Mas nenhumas delas sentiram o próprio interior. Não sentiram quem realmente eram. Não viram as próprias peculiaridades. Aquelas que só o nosso microscópio interior é capaz de ver.
Sei que é impossível alcançar a plenitude. Longe de mim querer ser um novo profeta deste século. E registro aqui, que a metade das loucuras que sonho, não são para serem realizadas. São apenas para serem sonhadas e fazerem com que meu coração bata cada vez mais forte e mais acelerado.
Deixar de sonhá-las, jamais.
Acordo todas as manhãs e vivo um dia cheio. Cheio de tudo. E dentre todos os acontecimentos, parar e lembro-me dos meus sonhos impossíveis. Sinto a textura, vejo a cor e os respiro a cada instante. Oxigeno meus pulmões com suas substâncias lúdicas e sonho que um dia podem ser reais.
Deixar de sonhá-los? Jamais.
sábado, 30 de maio de 2009
Novamente no início
Nem sei como começar este texto. Acho que todo o início (não importa do quê), seja assim, difícil, complicado. Sobram objetivos e faltam as estratégias para dar o primeiro passo. Também pudera, o primeiro passo é o que define todo o andamento de uma situação e define, também, na maioria das vezes, o seu final.
Já iniciei muitas coisas na minha vida. Posso dizer prontamente que mais da metade delas nunca foram necessárias para a minha sobrevivência. Mas quem disse que o ser humano não gosta de desafios e obstáculos?
Coisas que fazem nosso cérebro ferver são as nossas preferidas. Vamos não negue. Reflita antes de negar! E, é justamente neste ponto que quero chegar (Ufa! Foi difícil, entretanto conseguir chegar. Viram como o início é complicado!? E ainda dizem que tudo são flores...).
Tive sim, meus dias de paz. Claro, esses dias vieram, como posso dizer, depois de muita tempestade. Agora quero tempestade novamente! Cansei da rotina impecável. Meu coração cansou de ficar modorrento. Se eu tivesse como vender a minha vontade de ter alguém no mercado livre, no balcão, nos classificados do O Globo de domingo eu venderia, e por preço barato.
Gostaria de ter evoluído a ponto de me bastar. Mas não aconteceu. Consigo conviver comigo mesma, sou perfeita. Este é o problema. Preciso balançar. Preciso pensar em alguém, que não imagino o que está fazendo. Preciso desconfiar (nem que seja só um pouco). Preciso da troca, de conhecimento, de sentimento e de carinho.
Não, não é imaturidade. É necessidade humana. Ninguém sobrevive ao calor intenso, assim também como não resiste ao frio. Não se pode estar só, não todo o tempo. E o meu tempo de solidão acabou. Agora a necessidade é encontrar alguém com o mesmo marcapasso que eu.
