domingo, 14 de fevereiro de 2010

Abrindo as cortinas para olhar a janela da minha vida,
Vi que muitas coisas se passaram e eu nem sequer notei
E sinceramente eu não me importo, já passou mesmo
Também não faço a mínima questão que voltem
E se voltarem não me esforçarei para revivê-las de modo diferente.

Deixei pra lá a tal da felicidade e do bem-estar comigo mesma
Nunca conheci coisas similares e vivi até hoje
Continuarei então, a sobreviver até o fim
No final de tudo, o que levamos pra nós?

Nada. Nós nunca levamos nada.
E se bobear nem a escolha de pó ou cinzas teremos.
A escolha é de quem fica. A herança da lembrança também.
Sou egoísta. Admito. Desisti de mim mesma.


Art do post: Leaving by toinjoints

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Je suis une fleur?

Quelquefois je regarde le ciel
et vois que el temps passe trop lent
Les nuages sont mortes, gris
Le hiver arrive dans mon coeur

Je ne sais pas qui suis moi
Peut-être suis une fleur détaché dans jardin
Ou seulement un épine seul
Je sais que pouvois être tout

La douleur ne ferme pas plus ma bouche
Je parle, crie, crache tout mon pensées
Ça m’est égal le monde
Je découve dans moi une folle


Ilustração: Hapinness by toinjoints

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eu sou meu espelho


Descobri na minha solidão
Uma pessoa para acompanhar-me
Tinha alegria, talento e garra
Acima de tudo entendia meu coração

Abraçava-me com o carinho
O carinho que eu tinha perdido
O Carinho que eu procurava
E que em ninguém mais encontrava

Difícil foi encontrar esse alguém
Uma pessoa que gostasse tanto de mim
Andei para muitos lados
Encontrei um espelho e fim!


Ilustração: mirror y ~i-Riya

domingo, 29 de novembro de 2009

Em pátria estrangeira

A bola que na rede parou
O pião que nunca mais girou
São lembranças da infância
Que o avião levou

Longe da minha terra
Penso em tudo o que lá ficou
Tem família, tem amigos
E a mulher que me amou

Neste chão estrangeiro
Não sei o que dizer
O que falo não entende
Estou em desespero

Preso pelos deveres da pátria
Daqui não me posso ir,
Entre granadas e canhões
Hinos do país e velhas canções

Só me resta uma saída
A de dormir e sonhar
Sonhar com a casa que deixei
E com quem lá está